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segunda-feira, 5 de março de 2012

EXISTIR


Trago preso na garganta
O sentir de todo o tempo
Mal que minha voz espanta
No silêncio do sentimento

Prometido amor no peito
Desse sentir a alma pura
Faz do meu corpo o leito
Dos sentidos doce loucura

Em prisão do pensamento
Morrer não quero mais sentir
A voz presa ao desalento
Do tanto que apetece partir

Mais não penso nem vou julgar
Se o amor me cala a razão
É tão difícil saber amar
Quem não nos tem no coração

Amor maior até pode haver
O corpo e a alma num só grito
Na voz da morte quero é viver
Gritar no sentir que eu ainda existo

Não são promessas cegas
Nem tão pouco ilusão
Tudo na vida tem regras
Até as leis do coração

Olha e verás
Que o tempo nem sempre se apaga
Então decerto entenderás
Que nem tudo assim se acaba

Existir por existir
Guarda bem no teu sentido
Deixa-me em mim resistir
Aceita pois o meu pedido
Aceita pois o meu sentir
...
anabarbarasantoantonio

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