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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ESSÊNCIA SEDENTA


Pudera ter a essência
De tudo o que iluminas
Táctil transparência
Que perscrutas fulminas
Olhos sedentos de pele de prata
Exalando sorrisos com vontade
Que fere e mata de ansiedade

Na transparência do teu sossego
As palavras com gumes luzidios
A afiar as gargantas do tempo
Escondendo o medo
E todos os vazios
Sentimento

Ter todas as palavras iluminadas
Na água do deserto em que flutuas
Ramificadas as tuas mãos sagradas
À luz imaculadas de mil luas

Pálidas noites em sol do teu olhar
Grávidas flores a desabrochar
De essências feitas poemas
Pálpebras cansadas
Pétalas de açucenas
Brancas imaculadas
Em fome opulenta
Essência sedenta
De todo teu sentir
Dado em verso
Feito universo
A florir
musa

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