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terça-feira, 25 de outubro de 2011

MAR ACINZENTADO

Tropelias do tempo
Dia de intenso chover
Ah… esse mar cinzento
Que do cais fico a ver
De farta crina branca
Amaciando pensamento
E minha alma espanta
Fino pano de mantel
Ondulando ao vento
De relevo delicado
Bravio mar encanto
Vagas rasgadas a cinzel
Riscos laivos de pranto
Brancas como papel
Mar acinzentado
Que se perde em tropelia
E na pele deixa molhado
E nos meus olhos levanta vagas
E no pensar faz-se poesia
Luzidio gume de adagas
As gotas grossas da chuva
Em brisa de maresia
De cor cinzenta turva
Sentimento delicado
Mar imenso alterado
Pensamento guardado
Cor cinzenta do dia
musa

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