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sábado, 29 de outubro de 2011

TEMPO DE UM HOMEM SÓ

Tentaste parar o tempo
Para eu não partir
E não foi o tempo
Capaz de impedir
A minha partida
Dolente despedida
Pude atrair

O relógio mutilado
Quebrado na vida
Sem o consentir
Jaz parado
No sentir

E tu conformado
Sentado no chão
Olhar estagnado
Dorida sensação

Não consegues pedir
Que o tempo pare as horas
E todas as demoras
Desse combalir
Todas as dores
As ingratidões
Os doidos amores
As compaixões
O ir e o vir
Querer fugir
Contratempo
O desalento
A saudade

Ficou entre os ponteiros
Do relógio parado
E tu inconformado
Ganhas liberdade
Libertas ansiedade
Dando asas ao fulgir
Aprisionas o tempo
Do instante do sentir

Paras pensamento
Rosto fechado sem sorrir
Escondes sentimento
Algemas ponteiros
Das horas quietas
Minutos certeiros
Vontades secretas
Sentado no chão
Esperas descalço
Que venha a solidão
No teu encalço

Vidros quebrados
do relógio com pó
momentos marcados
tempo de um homem só...
musa

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