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terça-feira, 11 de outubro de 2011

MÃO ESTENDIDA


Tomba ao teu lado
Mão estendida
Por uma vez
Alcança a mão
O punho fechado
Na palma medida
O gesto talvez
O coração

Dou-te a minha mão
Cinco dedos em garra
Por consideração
No teu sentido guarda
O meu sim e o meu não
Que só tu podes escolher
Entender a razão
Que possas compreender
A voz do coração
E poder ser
Ilusão
Os cinco sentidos despertos
Como cinco dedos da mão
Cinco sentimentos secretos
Entre o insano e a razão

Amor amar sem fronteiras
O ódio odiar por maldade
Alegria feita de tantas maneiras
Em tristeza quase uma vaidade

Que a mão te possa estender
E tomes dela o que precisares
Que nos cinco dedos possas ver
O que fazeres sem te enganares

Cuida essa mão com jeito
Sem abusares da sorte
Nem invocares a morte
Nem com rancor no peito
Dádiva de tudo o que é certo
Na dúvida do que é incerto
Nessa mão estendida
Aberta a palma da mão
Ofereço-te a vida
Dou-te o meu coração
musa

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