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sábado, 10 de setembro de 2011

A MUSA DE CAMÕES



Por algum jardim tangendo a lira
Senhora a vejo tão bela e preciosa
Atira-me um olhar sem que eu lhe pedira
Aos olhos seus lhe ofereço rubra rosa

Das mãos guarda o tempo madrigais
Altivo canto a lírica profana poesia
Elevam-se as vozes como punhais
Cravadas no peito da noite e do dia

Que desengano embrulha essa paixão
Hostes desordeiras travam-lhes a paz
Incitam a batalhas pela nação
Do amor a ira não é capaz

Mais lhe merecia sorte engenho e prazer
Doce Infanta Maria que o reino entristece
É por ela que tanto amor arde sem se ver

É o poeta que a tem em conta e arte
Camões de rimas seu amor lhe tece
E na alma e coração com ela parte
musa

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