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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

JARDIM DAS OLIVEIRAS

São mil anos de altiva firmeza
A terra toda alimentando bruta seiva
Da chuva a sede pureza
Tempo que das tempestades se eiva
Manhã de tanta canseira
Contamina toda a beleza
Tronco altar vigor
Luz cegueira
Rudeza
Esplendor
Certeza

Cascara sagrada
Templo aberto de oração
Alma mutilada
Em cada acto da paixão
Nervos à flor da pele
Descrédito desilusão
Entre o doce e o fel
Tronco transfigurado
Comoção
Raiz loucura
Do chão aos ramos crucificado
Rosto de oliveira
Emoção ternura
Verdade prisioneira
Mentira secura
Dois mil anos de incerteza
Jardim tormento
Sustentada leveza
Lamento
Pureza sentida
Sopro alento
Luz da vida
musa

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