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domingo, 14 de agosto de 2011

ETERNIDADE DE PALAVRAS


Cabelos reflexos de liberdade
Junto ao mar espalho palavras
Abro o livro liberto saudade
Deixo partir todas as mágoas

ADEUS… palavras dentro de mim
Pacto de sangue com a eternidade
Das folhas soltas as letras sem fim
Esvoaçam a caminho da felicidade

E o livro aberto ganha doces asas
Como pássaro sentimento de penas
Sopram cinzas de palavras brasas
Um a um esvoaçam mil poemas

Frente ao mar espalho sentidos
Como se da morte fosse pedido
Cumpro ritual sonhos perdidos
O esvoaçar do livro consentido

E sobre a flor da água brilhando
Palavras poisam como asas de aves
Agitam salgadas águas ondulando
Páginas vagas sons de liras suaves

Fuga bravia do fundo sentimental
Nas profundezas do sentir profundo
Fica a despedida sangrento punhal
Que no verso se eterniza meu mundo

Bando de palavras em gume de sabres
Rasgam-se do livro aberto par em par
Seguram a eternidade páginas traves
Onde a escrita poesia se deixa ficar

musa

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