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domingo, 28 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA Apresentação/Divulgação

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No âmbito das comemorações Dia Mundial do Livro, a Papiro Editora em parceria com a Bertrand, pretende promover um encontro com um escritor/ilustrador, para que este possa ensinar às crianças e jovens como é concebida ou criada uma obra, contar uma história, falar sobre livros, a realizar no dia 23 de Abril (10h00 ou 11h00), na Bertrand de Guimarães, com Apresentação Divulgação do livro infanto-juvenil Russa a Burrinha Tecedeira.





A PAPIRO EDITORA e o Agrupamento Escolas Francisco Torrinha convidam para a Semana da Leitura "a realizar-se de 19 a 23 de ABRIL, numa divulgação apresentação do livro infanto-juvenil Russa a Burrinha Tecedeira.






Apresentação divulgação do livro "Russa - A Burrinha Tecedeira" da nossa autora Ana Bárbara de Santo António no dia 3 de Maio pelas 10h00, no Externato Delfim Ferreira, em Riba d'Ave/Famalicão.


Evento a realizar na "Feira dos Artesãos"



Apresentação Promocional - 2010
3 Maio - 10h00
Extrernato Delfim Ferreira, rua Pombinhas, Riba Ave, Vila Nova de Famalicão
Apresentação: Ana Bárbara de Santo António
de Ana Bárbara de Santo António


Biografia da Autora:

Nascida a 04 de Dezembro de 1965, em Torre D. Chama, concelho de Mirandela, distrito de Bragança, na província portuguesa de Trás-os-Montes, frequentou a escola primária e o liceu em Mirandela. Em 1990/93, frequentou o Curso Superior de Turismo no ISAI — Instituto Superior de Assistentes e Intérpretes, no Porto. Deixou o país e emigrar temporariamente para países da Europa, vivendo em Paris, em Londres, em Colónia, sempre à procura de temas – situações que lhe enriqueçam a alma para pôr o seu espírito à prova das palavras, atirando-a para uma ocupação letárgica, onde apenas faz sentido o trabalho da escrita, porque gosta de escrever sentindo o peso da caneta com que escreve há mais de trinta anos, pois só a escrita lhe liberta o pensamento da prisão dos sentidos e da dureza dos sentimentos.
– Editou Penas da Alma para a Mão, poesia, 2006 e Teu Cancro Meu, Testemunho, 2008, com a chancela da Papiro Editora

Sinopse da Obra:

«Vou contar-vos as aventuras da burrinha do meu avô, que se chama Russa. O meu avô João gosta muito dela! A minha avó, por vezes, chama-lhe “Tecedeirinha”.
Sabiam que os burros são uma raça em extinção?! Actualmente, um, dos oito animais em todo o mundo, em maior perigo de extinção total?!
– Olá! Eu sou a Russa! Uma burrinha divertida. Tenho o mesmo nome da minha mãe, da minha avó, da minha bisavó e da minha trisavó.
– A primeira burrinha que se chamava Russa nasceu em Portugal antes das invasões francesas. A sua mãe vivia muito sossegada numa quinta em frente ao rio Ave, num lugar chamado Souto de Bairros, em Santiago de Bougado, freguesia da Trofa, 24 km a norte do Porto, na margem esquerda do rio Ave. Lugar esse que serviu de local de acampamento às tropas de Napoleão em 1809, durante as Invasões Francesas.»

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Kassandra Talk no Facebook:

Ana Bárbara: Acabo de ler RUSSA. A Burrinha Tecedeira. O livro é muito simpático e curioso, e percebo porque é que as escolas estão interessadas nele: é um livro pedagógico, de interesse não só para a disciplina de História, mas também para as disciplinas de Trabalhos Manuais (não sei se é assim que se chamará; em Inglês, 'Arts and Crafts') e Biologia/Meio Ambiente, pois os temas do processo de fabrico do linho, os diversos tipos de linho que existem/existiam, os animais em perigo de extinção também estão muito bem desenvolvidos. Uma das minhas escritoras favoritas é a Barbara Kingsolver, precisamente porque quando termino de ler um dos seus livros, sinto-me mais 'inteligente'; sinto que aprendi algo de novo sobre um tema interessante, até aí desconhecido ou simplesmente ignorado por mim. Conseguiste isso também neste livro, com explicações simples e claras, por exemplo 'Depois de fiado, era colocado através de um sarilho (espécie de dobadoura, aparelho giratório onde se enrolam os fios das maçarocas para formar as meadas, pequenas porções de fio enrolado) em meadas.' (p.10)Acho que também cheguei a mencionar que gostava dos livros em que as personagens têm um 'background', uma história familiar – tal como a tua Russa!!! Bom, ficas a saber que vou recomendar o teu livro à minha mãe (professora do ensino básico reformada, mas ainda com muitos contactos nas escolas locais onde vive) e à tal minha amiga de Lisboa, que é professora de Português-Francês.Parabéns! E obrigada por mo teres oferecido e autografado (!) - acho que, na altura, com a conversa, nem cheguei a ler com atenção o que me escreveste – gostei mesmo muito da dedicatória. Um abraço.

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domingo, 7 de março de 2010

MULHER-A-DIAS SEM TEMPO

Sete estações de uma MULHER
E não é uma qualquer
É uma Mulher-a-dias
Mulher de todos os dias
Mulher sem dias

Passa por ela o tempo
Veste-a de ásperas estações
Despe-a de sentimento
Em nudez contradições
Aridez do pensamento
Numa pauta de variações
Leva-lhe por vezes o alento
Dessa vida de paixões

Olhar devorador
Seios fartos
Sexo pudor
Dor dos partos
Ato de amor


Desdobra-se polvo gigante
Na cama faz-se amante
Na vida dona de casa
Do cansaço distante
Entre os lençóis uma brasa
De um fogo vil diamante
Que a consome de descanso
Em tempero leve e manso
Quase desprotegida
Morre dia-dia sentida
Tempo remanso
Dura vida

Alimenta o filho ao peito
Outros dias já na boca
Deita-se no leito
Ama como louca
Uma mão para a cozinha
Dobra a espinha limpa o pó
Estendendo a roupa se anima
Sabendo que dela ninguém tem dó
Varre o chão da sua solidão
Engoma a roupa perfume de vapor
Sem tempo de levar à boca o pão
Trabalha silenciada sua dor
E no fim dos tempos
Esvoaça um sorriso
Liberta asas dos seus tormentos
Mostra-se feliz quando é preciso
musa