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quarta-feira, 8 de julho de 2009

PORTAS DA ALMA

Fecham-se todas as portas
E fica dentro de mim
Uma alma poetisa de mil caras
Vêm morar-me poetas
Prosadores tiranos da escrita alma
Uma musa meiga e triste
Sonhadores de prosas secretas
Armados de pena em riste
Prontos a lutar pela palavra essência
Vendilhões corridos a pontapé
Pela escadaria do templo
Rolando por entre resmas de folhas vazias
No fumo do rapé
Vão os meus sentidos
O meu ser dividido
A minha alma besta
Das minhas mãos soltas
Saem amarrados poemas de liberdade
Imagens tão sombrias
Sólidas Vontade
Uma sombra dura como a luz das trevas
Rimas de vão de escada
Sonetos cruéis como sóis negros
Formas gélidas
Laivos de vaidade
Amargas como ervas
São essas palavras de bocas ofuscantes de medos
Caras que não sou eu
E um olhar
Atravessando a minha vida
Seguindo o trilho de todos os segredos
Como se uma fome de morte por lá quisesse passar
Por uma rua sem saída
Uma estrada longa e lenta
A caminho da alma
Desejosa e sedenta
E eu quisesse chegar
Queda e fria
Cálida
Ao altar
Da poesia

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