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segunda-feira, 22 de junho de 2009

TEMPESTADE DO SER

De relâmpagos solidão
Trovões raios
Todo mar iluminado
Rasgando escuridão ensandecida
Nas mãos de lacaios
O meu corpo todo fechado
Abre-se em rasgos de vida
A tormenta começa
Sorri de mansinho
Chuva espessa promessa
Corre vale meus seios
O rio invade
Salta caminho
Inteiro metade
Lados meios
Leva enchente destino
Molhada húmida
Fumegante marcada
Provocante
Deito-me sobre o tempo
Sobre a areia aconchegante
Cheiro a terra adormecida
Enxuta de vento
Que o mar enrola em meus abraços
Embala-me em vagas perdida
Desfaz meus sonhos de laços
Deixa-me deveras sentida

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