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sexta-feira, 3 de abril de 2009

HÁ...

Há um corpo e tempo
Que não tem principio nem fim
Há um momento
De mim
Mães de nós
De tintas
De Poesia
Espaço branco à espera de ser usado
Há a voz
Brumália conseguida
Mesla de emoções
Olhar ousado
Sentida
Queiras tu ter
Sobre a vida
Ser mãe dos meus poemas
Ter-me na tela fantasia
De palavras de dilemas
Ilusões
Mãe ser
Proclamada
Mãe viver
Anunciada
Como uma casa alugada
Deixa-se ter
Deixa-se dar
Deixa-se ser
De poemas de sons de tintas de olhares
Como um sonho que de si vai descolar
Quando em pétalas desfolhares
Livro intacto
Pousa timido em chão branco de folhas por desvirginar
Em desencanto húmido sossego desprendido
Há uma mãe que chega para ficar
Num choro de lágrimas sentido
Há um princípio e um fim
Em palavras de sonho incompreendido
Deixa-se amar
Assim

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