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quinta-feira, 9 de abril de 2009

CORPO QUE ABRAÇO

Corpo que abraço como se mastro fosse onde me seguro

Nau de velas soltas meigas vagas bravias dessa esperança

Forte imponentemente erguido de aço moldado frio e duro

No convés ao leme que trago do tempo em que fui criança

Faz de mim o teu ninho nos beirais desse barco impaciente

Nos teus abraços longos como amarras que me prendem

Já que sou marujo ao comando das tuas ordens obediente

Largo do corpo os laços que desfaço e do mastro pendem

Corpo abraços estreitando enrolados de calor doce pelo teu

Aconchegante manta de fina teia que me cobre e me embala

Fossem como leves asas brancas de um anjo caído lá do céu

Delirante olhar azul feitiço que de cheiros emana odor exala

Entrincheirada me queres em teus abraços tão apertados

Que o meu leve corpo frio é o leme que anda solto à deriva

Como vela pendente em caravelas de mastros quebrados

Rasgado branco pano por um vento que me leva desta vida

Dás-me de abraços fortes de meiga ternura a quem tu segues

Como se fora pele do meu corpo no tacto das tuas mãos

Erguido ramagens de ramos coberto de folhas em sebes

Tronco que segura corpo que amo de dor e de paixão

Sim! tu me tens entre tuas mãos no meio dos teus abraços

Húmida de sentidos de cheiros de sabores a homem em cio

Em mim os teus gestos as tuas mãos que desfaço em laços

Na boca meus beijos os nomes que te chamo o riso que rio

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