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sábado, 15 de novembro de 2008

Aparição Sagitariana

desta noite te dou a mais pequena
sombra desbravando trilhos na arena dos meus cabelos
sou no teu doce olhar serena
e nos teus passos....... sol distante e lua por inteiro
peregrina em desalinho de desvelos
pelo teu rosto de caminheiro
seguirei o rumo claridade que me queres dar
ao rosto clareira onde flui luminosidade desfiada em sorrisos
abro os braços e sou floresta a desvendar
no corpo recolhes traços indícios que são precisos
para no teu caminho te encontrares de mim
mas das palavras te desprendes e segues teus passos pelo chão
louca correria por veredas sendas que não têm mais fim
força da natureza que vence tempo e luz
insistência e razão
acontecido de orgulho e solidão
vieste astro fulgente que fascina e que seduz
dar de amigo tua mão
e desta fria noite fui ali perto do mar
ainda escuridão
fiz-me vaga embrulhada de fina areia
calmaria que aconteceu manhã nascer de sol ainda fria
um dia amanhecido pingos de orvalho presos numa teia
onde pude sentir brisa cheiro murmurar da praia ainda vazia
aparição de dois sagitários rompendo madrugada de desgostos antigos
numa cavalgada vida de nós proscrita
sei de um mar perto de ti
vaga aberta dentro do peito que clama e que grita
tão perto que se sente de abraços já sentidos
sulcando desse jeito passos de galope á rédea solta por entre ondas adormecidas
por entre mágoas já esquecidas
ofuscada de brilho do alto da montanha leito de prata reluzente
como lágrimas salgadas num rosto assim parado
como tudo o que ainda não vivi
entre o aqui e e o outro lado
caminhos já sonhados já perdidos
apenas percorridos
na minha mente
no meu ser
duro
alucinado
prazer
puro

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