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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Corpos de Vento

Ai dos homens corpos de vento.../... que dão o corpo à aragem do tempo.../... e que com eles vou vaguear na brisa.../... no seu olhar sou ventania.../... paleta de cores que tamisa.../... de luz corpos de fantasia.../... palavra que sintetiza.../... toda esta vontade de ser.../... Ai dos homens corpos de lua.../... em todos os quartos onde vou adormecer.../... na volta de braços venho já cheia.../... na volta de braços venho já nova.../... na cama de corpos onde me deito nua.../... recolho mel de beijos como da colmeia.../... sou vinho velho degustado na prova.../... sou tela a negro na folha crua.../... Ai dos homens corpos de chão.../... raizes soltas de passos de pressas.../... formas deitadas na solidão.../... bocas fechadas a muitas promessas.../... e a terra húmida deixa nascer.../... moldes vertidos em aço dormente.../... sou tantos ramos a florescer.../... sol de primavera já no poente.../... Ai dos homens que dão suas palavras doces.../... aos oráculos vivos da eterna pitonisa.../... de todos os homens tu apenas fostes.../... a musa imperatriz desta poetisa...

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