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domingo, 31 de agosto de 2008

Pranto de Moema

Da serenidade desse chão ardente dos Paraguás
No fértil rio Itapirucú das campinas dominante
Banhava-se formosa musa entre cheiros de lilás
Esperando que as águas trouxessem seu amante /
Moema índia muito amada por Tambatajá deus do amor
Cresceu donzela na solidão enaltecida dos mortais
Na abundante floresta sob o bramir suave da sua dor
Foi espalhando suas brancas rosas tristes e fatais /
Veio nobre igara riscando ao longe o horizonte
Afundeando duma tempestade o tempo incauto
Mas bela índia de medo e sombra na sua fronte
Corre das praias das selvas mansas do mar alto /
Amargas lágrimas trouxe o guerreiro branco ao seu olhar
Estranho esse vento de partida chegou impiedoso colossal
Zarpou de toda terra sentida e foi no horizonte a navegar
Deixando tempo saudoso lamento seu canto a murmurar /
Choros de tristeza sem conta nasceram no seu lindo peito
Saudade imensa tanta do seu Caramuru jovem guerreiro
Nação ditosa de selvagem formosura cresceu nesse leito
Nas águas do amor da dor beleza desse povo brasileiro

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