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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pontão Nevado

Partiste do pontão nevado do meu olhar
Levando pequena barca branca remando
Sobre as frias águas em plenitude ondular
Sentiste tristes olhos azuis de gelo soluçando
Mais do que em mim partistes louco e só
Como se da minha alma fosses abandono
Como se da terra do meu corpo fosses pó
Mais do que tristes folhas de pálido outono
Partistes da parte do meu ser em leve pranto
Na saudosa quietude silenciosa do lago sombrio
Ouvi-te a sussurrar meu nome em doce canto
Oh! melodia chorosa descendo levemente o rio
Mais do que essa harmonia de água e choro
Deixou dentro de mim teu ser tamanho vazio
Lento percorrer por onde fico e me demoro
Sou da tua meiga sombra luz ténue teia e fio
Partiste a caminhar indo nas águas paradas
Desassossego profundo lago escuro solidão
Ai! como sou orvalho de tantas madrugadas
Chuva vento lago tempestade raio furacão

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