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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Paris que eu amo

Sei das tuas casas em pedra d'ançã

Ruas que tiveram meus passos

Sei-te de cor na fria manhã

Os riscos os traços

De negro era a sombra que te descobria

Prenhe de sonhos que queria vender

O Sena aos meus pés sereno corria

Rio selvagem de luz sem o ser

Os cheiros os rostos os nomes provocados

Tudo na cidade é em mim fantasia

Sei-te de cor de olhos fechados

Num travo de mel rubi malvasia

Paris que me tens de corpo e alma em ferro forjado

De formas esculpidas sombra de mulher só

Meu sonho lá ficou na cidade guardado

Como terra que sou e terra que será pó

Cálice de um vinho ainda por beber

Os lábios sangrentos os olhos chorados

No teu chão fui mulher no teu chão vou morrer

No teu chão estão guardados

Os sonhos que não vou ter

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