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sábado, 16 de agosto de 2008

PAPYRU'S DE DOR E DE PAIXÃO

Pediste do meu ser algo em poesia / E que havia eu humildemente dizer / Dizer de tudo o que em mim bramia / Em lágrimas de papiro a florescer / Foste essa Editora que me acolheu / Luz dos meus olhos que brilhavam / A poesia de penas que vos comoveu / Os versos da alma que encantavam / E da mão fechada deixei escorrer / Tinta de penas de uma alma vazia / Apenas guardada a dor de não ter / O que o meu ser renegava e sentia / Papiro que cresce à margem de um rio / Na sombra da alma poemas e palavras / Juncos de raízes num verso sombrio / Branca folha escrita a tinta de mágoas / Papiro verdura dos pântanos lagos e das ribeiras / Tronco sagrado florindo sol em pequenas espigas / Cordas sapatos velas de barcos pequenas esteiras / Vestidos e mantos de reis rainhas e até de papisas / Papel real mecha de círios em lâmpadas de azeite / Adormecido secretos confins de belos sarcófagos / Raiz perfumada tornando a pele cetins cor do leite / Tiras de embalsamar roendo pele como saprófagos / Grande Papiro de Harris Livro dos Mortos de Ani textos sagrados / Guardados em tumbas nas pirâmides das areias do Egipto antigo / Secretos fragmentos de sonhos e de vidas à luz assim revelados / Talo comestível de pequenos filamentos macios doce como o figo / Papiro da vida sonho da morte sentida somente o meu ser / No papel vazio escondida uma memória deixo a solidão / Dou-vos o que eu sou passado e presente e o que sei dizer / No papiro escrevo toda a minha história com o coração/

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