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domingo, 15 de junho de 2008

"Penas da alma para a mão"

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QUANDO EU MORRER
Quando eu morrer façam-me pó / Espalhem-me na flor da água do mar / Façam-me cinzas mas sem saudade
Que a morte seja a última vontade / De um Deus só / Quero ficar nas águas a boiar / Como uma leve pena
Que de um pássaro se perdeu / Quando morrer quero voar / Atirem minhas cinzas à brisa amena
Deixem-me no ar / E vejam o que aconteceu / Serei suave cor de tempestade / Poente rubro e abafado
Áurea fonte de felicidade / Onde se encontra o procurado / Depois da morte serei ninfa eterna
De um sonho morno e vidrado / Façam-me pó e serei espelho / Talvez luz de uma caverna
Ou um mistério novo ou velho / Serei musa ou um deus / Talvez a cor dos céus
Quando morrer quero ficar / Pó brilhando entre as ondas do mar / Sol inquieto arrefecido
Cinzas de um tempo perdido / Em busca de mim
in "Penas da alma para a mão" Papiro Editora 2006
a.b.s.a.

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